28 agosto 2016

Vivemos a era dos que tem medo de amar


Em tempos que amores duram menos que os snapchat que você manda, sentir é algo raro. 
Vivemos a era da liberdade, nunca existiu um momento em que a sexualidade fosse tão discutida ou debatida nos meios da sociedade, vivemos em eras que a monogamia aos poucos está sendo extinguida, momento em que as pessoas preferem ter sexo casual a enfrentar relacionamentos sérios que trazem contigo preocupações que já não temos mais tempo, afinal, é tempo de ser livre. Mas será?

Se por um lado temos toda a beleza de uma vida cheia de liberdade e pessoas interessantes, temos a dificuldade em nos mantermos em relações duradouras, nos tornamos mais egoístas, mais momentâneos e mais sozinhos. Não queremos abrir a mão de nada. "Não compensa essa coisa de relacionamento, ter que tolerar dor de cabeça." e entre goles, bocas aleatórias e camas diversas, cada dia deixamos mais de sentir.

Sempre vão existir aquelas pessoas que dizem "Mas eu tentei", mas será que realmente tentaram? A moda agora é dizer que fazemos papel de trouxa e por algum motivo amar e demonstrar é ser trouxa, como se sentir saudade, querer conquistar alguém, expor sentimentos de forma plena, fosse algo para se sentir vergonha e de repente pagar de desapegado é a nova febre das redes sociais.

O mundo é dos livres. Mas que liberdade é essa que impede de amar? Sentir? De acordar no meio da madrugada e dizer que sentiu saudade, que queria ligar? Que liberdade é essa que dia após dia nos poda, nos condiciona a era da falta de sentimento, da falta de amar e se apaixonar (mesmo que seja de novo e de novo, até encontrar um porto para finalmente atracar sua ancora), e as pessoas seguem sejam presas em relacionamentos sem amor ou presas em uma vida que sentir é coisa do passado.

Se liberdade é deixar de sentir, que eu seja prisioneira das minhas próprias emoções.

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